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Hotter Than Hell: o disco que aprofundou a estética sombria do Kiss nos anos 70

Lançado em 22 de outubro de 1974, Hotter Than Hell é o segundo álbum de estúdio do Kiss. Desde o início, o disco deixa claro que a banda buscava ir além do impacto do álbum de estreia. Dessa vez, o som ganha contornos mais densos e atmosféricos.

Além disso, o clima geral do álbum é mais sombrio. A urgência crua do primeiro trabalho dá lugar a uma abordagem mais pesada, tanto musical quanto visualmente. Assim, o Kiss começava a desenhar uma identidade mais definida.

Faixas que ganharam vida nos shows

Embora não tenha gerado singles de grande sucesso, Hotter Than Hell encontrou força nos palcos. Com o tempo, músicas como “Parasite”, “Hotter Than Hell”, “Let Me Go, Rock ’n’ Roll” e “Watchin’ You” se tornaram presença constante nos shows da banda.

Como resultado, o álbum passou a ser redescoberto pelo público. Esse reconhecimento gradual se refletiu nos números: em 1977, o disco recebeu certificação de ouro, ultrapassando 500 mil cópias vendidas.

Letras mais sombrias e provocativas

Outro ponto que diferencia Hotter Than Hell está nas letras. De modo geral, os temas são mais densos e provocativos. Um exemplo emblemático é “Goin’ Blind”, escrita por Gene Simmons ainda no período do Wicked Lester.

Na canção, a narrativa gira em torno de um relacionamento improvável e desconfortável, entre um homem de 93 anos e uma jovem de 16 anos. Dessa forma, o Kiss reforça um tom inquietante que começava a se tornar parte de sua identidade artística.

Produção: do palco para o estúdio

Em comparação ao álbum de estreia, Hotter Than Hell apresenta um uso maior de overdubs e recursos de estúdio. Inicialmente, os produtores Kenny Kerner e Richie Wise pretendiam capturar a energia da banda ao vivo.

No entanto, a experiência adquirida nas gravações falou mais alto. Assim, o estúdio passou a ser usado como ferramenta criativa. O resultado é um disco menos imediato, mas mais atmosférico e elaborado.

A capa de Hotter Than Hell e sua estética marcante

Além do som, a identidade visual do álbum merece destaque. A capa, criada por John Van Hamersveld, traz referências claras à estética japonesa Ukiyo-e. Por isso, o disco se destacava facilmente nas prateleiras da época.

Já a contracapa apresenta fotos individuais dos integrantes, feitas por Norman Seeff. As imagens aparecem sobrepostas por elementos das maquiagens icônicas da banda. Dessa maneira, o Kiss reforçava o caráter teatral que se tornaria uma de suas marcas registradas.

Um álbum que cresceu com o tempo

Relançado em versão remasterizada em 1997, Hotter Than Hell é frequentemente visto como um álbum de transição. Menos comercial, mais ousado e esteticamente marcante.