Lançado em 1971, Master of Reality é o terceiro álbum do Black Sabbath e um dos discos mais influentes da história do metal. É nele que riffs pesados e afinações mais graves de guitarra começam a apontar para o que viraria doom, stoner e sludge metal décadas depois. Reunimos abaixo alguns fatos pouco conhecidos sobre a gravação e o legado desse clássico.
1. A banda finalmente teve tempo para trabalhar
Os dois primeiros álbuns do Black Sabbath foram gravados às pressas, literalmente em poucos dias de estúdio. Com Master of Reality, isso mudou. O baterista Bill Ward contou, em entrevista à revista Metal Hammer, que dessa vez sobrou espaço para testar ideias novas: Tony Iommi incluiu trechos de guitarra clássica, Geezer Butler reforçou o peso do baixo e o próprio Ward passou a usar uma bateria maior, além de experimentar overdubs. Segundo ele, até Ozzy Osbourne chegou mais preparado nos vocais.
2. Ozzy quase não deu conta de “Into the Void”
A faixa “Into the Void” tem um andamento arrastado, mas o riff que acompanha a entrada do vocal é surpreendentemente rápido. Tony Iommi relembrou que Ozzy precisou encaixar a letra em cima de um ritmo bem mais acelerado do que o resto da música pedia, e que assistir às tentativas dele em estúdio virou motivo de piada interna na banda.
3. O título saiu errado nas primeiras cópias
As primeiras prensagens do disco nos Estados Unidos trouxeram um erro bobo, mas curioso: o nome impresso era “Masters of Reality”, no plural, e não “Master of Reality” como deveria ser.
4. A capa promete três faixas que não existem
Outro deslize das edições americanas: a contracapa listava 11 faixas, incluindo “The Haunting”, “Step Up” e “Deathmask”, só que essas músicas nunca saíram no álbum. Master of Reality tem, na real, apenas 8 faixas.
5. Tony Iommi é mais versátil do que parece
Guitarrista principal e responsável pelos riffs que definiram o som da banda, Iommi também assina a flauta e o piano em algumas faixas do disco, detalhe que costuma passar batido até para fãs mais antigos.
6. Um disco de platina dupla
Nos Estados Unidos, Master of Reality vendeu mais de 2 milhões de cópias e recebeu certificação de platina dupla. Um resultado e tanto para um álbum gravado décadas antes da explosão do metal como gênero de massa.
7. Reconhecido décadas depois
Em 2017, a Rolling Stone colocou o disco na 34ª posição da lista dos melhores álbuns de metal de todos os tempos, prova de que o material segue relevante muito além da época em que foi lançado.
Mais de 50 anos depois do lançamento, Master of Reality segue sendo citado como ponto de partida para praticamente todo subgênero mais pesado do metal.
Fatos levantados pelo site LoudWire.